19.4.14

a noite..

a noite,
abrigo das criaturas solitárias
que preferem não ser vistas durante o dia
seres anti-sociais por excelencia
que andam na calada, como felinos

as normas da cidade não param
interpelam quase todo tempo
para que eu deixe de lado
meu escuro e autêntico
eu
fechado, calado, dormindo

fingir
é o espetáculo da vida
trocando a dor do trabalho
pelos prazeres
dos produtos da cidade grande

filhos do medo da repressão
adestrados ao consumo
entra ano, sai ano
e o todynho continua com o mesmo sabor

18.4.14

persistência de ainda ser hoje..

A imutabilidade da pedra;
uma prisão perpétua,
o presente.

A erosão da pedra;
uma liberdade degenerativa
rumo a residir no passado.

Ainda hoje apenas seu epitáfio em pedra.

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poema de Rômulo RF partindo duma reflexão,
como ele mesmo descreveu, "sobre a persistência
de ainda ser hoje .. como uma prisão".

11.4.14

mutações..



já não somos mais os mesmos..

passamos por coisas parecidas,
e devolvemos ao mundo
com diferentes palavras,
imagens, sons e movimentos..

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